"Acima de tudo, procurem sempre sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário." Che Guevara (Cartas aos filhos)

sábado, 13 de março de 2010

Todos para a Frente Pará Dilma Presidenta!!!

A Frente Pará Dilma Presidenta acredita que um outro mundo é possível e que outros outubros virão.
Com Dilma até à Vitória, sempre!
Venha juntar sua força nessa Frente, manda um e-mail pra mim que eu te explico, ok?
j.pintodurao@gmail.com


quinta-feira, 4 de março de 2010

Abraço-te com todo fervor Revolucionário - Che.


Che Guevara - Discurso De Despedida
A Fidel Castro
Havana. “Ano da Agricultura” 1965

Fidel:
Neste momento recordo muitas coisas: quando te conheci em casa da Maria Antónia, quando me propuseste acompanhar-te, toda a tensão dos preparativos.
Um dia passaram perguntando a quem se devia avisar em caso de morte, e a possibilidade real do fato chocou-nos a todos. Depois soubemos que era certo, que numa revolução se triunfa ou se morre, se é verdadeira, e muitos companheiros ficaram ao longo do caminho para a vitória.
Hoje todos temos um tom menos dramático porque estamos mais maduros, mas o fato repete-se. Sinto que cumpri a minha parte do dever que me ligava à revolução Cubana no seu território e despeço-me de ti, dos companheiros, do teu povo, que é já o meu.
Renuncio formalmente aos meus cargos na direção do Partido, ao meu posto de ministro, ao meu grau de comandante, à minha condição de cubano. Nada legal me liga a Cuba, só laços de outra classe que não se pode partir como as nomeações.
Ao rever a minha vida passada, creio ter trabalhado com suficiente honestidade e dedicação para consolidar o triunfo revolucionário. O meu único erro com alguma gravidade foi não ter confiado mais em ti desde os primeiros momentos da Sierra Maestra, e não ter compreendido com celeridade suficiente as tuas qualidades de dirigente e de revolucionário.
Vivi dias magníficos e senti ao teu lado o orgulho de pertencer ao nosso povo nos dias luminosos e tristes da Crise das Caraíbas. Poucas vezes brilhou mais alto um estadista que nesses dias; orgulho-me também de te ter seguido sem vacilar, identificado com a tua maneira de pensar e de ver e apreciar os perigos e os princípios.
Outras serras do mundo reclamam o concurso dos meus modestos esforços. Eu posso fazer o que te está negado pela tua responsabilidade à frente de Cuba e chegou a hora de separar-nos.
Saiba que o faço com uma mescla de alegria e dor: aqui deixo o mais puro das minhas esperanças de construtor e o mais querido entre os meus seres queridos, e deixo um povo que me admitiu como um filho; isso lacera uma parte do meu espírito; aos novos campos de batalha levarei a fé que me inculca, o espírito revolucionário do meu povo, a sensação de cumprir com o mais sagrado dos deveres: lutar contra o imperialismo onde quer que se encontre; isto reconforta e cura amplamente qualquer aflição.
Repito mais uma vez que liberto Cuba de qualquer responsabilidade, salvo a que emana do seu exemplo; que se a hora definitiva me chegar sob outros céus, o meu último pensamento será para este povo e especialmente para ti; que te digo obrigado pelos teus ensinamentos e pelo teu exemplo, ao que tentarei ser fiel até as últimas conseqüências dos meus atos; que estive sempre identificado com a política externa da nossa Revolução, e continuo a estar; que onde quer que me detenha sentirei a responsabilidade de ser revolucionário cubano, e como tal atuarei; que não deixo aos meus filhos e à minha mulher nada material e não me apena: alegra-me que assim seja. Que nada peço para eles, pois o Estado dar-lhes-á o suficiente para viver e educar-se.
Teria muitas coisas que dizer a ti e ao nosso povo, mas sinto que não são necessárias as palavras e não podem expressar o que eu desejaria; não vale a pena deitar mais borrões no papel.
Até a vitória sempre. Pátria ou morte!
Abraço-te com todo o fervor revolucionário,
Che

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Às "camisinhas" cidadãos!

O Vozes Militantes na hora da verdade não tem perdão, a gente mata a cobra e mostra o pau, ahahaha...
Vamos deixar a sacanagem de lado que o assunto é muito sério pessoal, o vídeo abaixo é uma campanha muito bem bolada sobre o uso de camisinha na hora da relação sexual. Põe a camisinha que é mais seguro!
Militante responsável, além de sua baioneta sempre em riste para derrogar as estruturas capitalistas... leva uma camisinha para o campo de outras batalhas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Onde você estava em 17 de dezembro de 1989???

Arquivo de nossas histórias.
Onde você estava em 17 de dezembro de 1989?
Eu?
Olha o vídeo aí embaixo, eu tava enfiado de cabeça para eleger a maior liderança de esquerda da América Latina.
O jingle ficou imortalizado e ficava o gostinho de que tomaram da gente aquela eleição na MÃO GRANDE!!!
O tempo é o senhor... Tivemos que enfrentar várias pragas: Sarney, Collor, Itamar e FHC.
Chegamos e honramos o povo brasileiro.
Agora é Dilma!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O último discurso de Salvador Allende



Como morei algum tempo em Cuba, não havia revelado esse detalhe, mas não tenho pretensão de ser dono da verdade.
Sou socialista! E daí?!
Todos sabem, não posso negar...
Quero confessar que não consigo conter-me diante do último discurso de Allende, choro que nem criança e grito: - Hermano queria está contigo resistindo toda covardia impetrada pelos Yankes!
O discurso de Salvador Allende é um testamento para a América Latina.
Escutem Allende, por favor!!!
Aprendi a usar metralhadora e fuzil em Cuba.
Gostaria de andar as calles novamente como se fora Santiago sitiada... Ao lado de Salvador Allende em 11 de stembro de 1973, a vida valeria a pena, resistiria com ele... E choraria pelos ausentes...

Último discurso de Salvador Allende
9:10
Certamente esta será a última oportunidade de falar para vocês. A Força Aérea bombardeou as torres da Rádio  Postais e Radio Corporação. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção que são elas o castigo moral para aqueles que traíram o juramento que fizeram: soldados do Chile, comandantes titulares, o Almirante Merino, que se autodesignou o Comandante da Marinha, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade ao governo, e também se autodenominou diretor geral da polícia. Perante estes fatos só posso dizer aos trabalhadores: Eu não vou renunciar!
Colocado numa transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo que tenho certeza de que a semente que temos entregue à consciência digna de milhares e milhares de chilenos não poderá ser ceifada definitivamente.
Eles têm a força e poderão nos submeter, porém, não se detêm os processos sociais nem com os crimes e nem com a força. A história é nossa, e os povos a fazem.
Trabalhadores de minha Pátria: quero agradecer a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em respeito a Constituição e a lei, e que assim fez. Neste momento decisivo, o último em que eu posso dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição: o capital estrangeiro, o imperialismo, unidos à reação criaram o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, que ensinou o general Schneider e reafirmada pelo comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estão em casa esperando com estrangeiros recuperar o poder de continuar a defender os seus lucros e seus privilégios.
Dirijo-me, sobretudo, à mulher simples de nossa terra, a mulher camponesa que acreditou em nós, a avó que trabalhou mais, à mãe que soube de nossa preocupação para as crianças. Dirijo-me aos profissionais da Pátria, os profissionais patriotas que continuaram trabalhando contra a sedição patrocinada por escolas privadas, por classes que defendem também as vantagens de uma sociedade capitalista de uns poucos.
Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta.
Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo já se faz presente por muitas horas, nos ataques terroristas, explodindo pontes, cortando a linha férrea, destruindo os oleodutos e gasodutos, frente ao silêncio de quem tinha a obrigação de impedir. Eles não impediram. A história os julgará.
Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará até vocês. Não importa. A audiência vai continuar. Eu sempre estarei com vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria.
O povo deve defender-se, mas não sacrificar-se. O povo não deve deixar-se ser destruídos ou crivados de balas, mas também não pode inclinar-se.
Trabalhadores da minha pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens superarão este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se. Sigam vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
Viva Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!
Estas são as minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão, tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição.

Marchinha paid'égua!

É carnaval no MilitânciaViva.